Nossa história
Um ateliê construído pelo respeito ao que o papel carrega.
A Lapídea nasceu da convicção de que qualquer pessoa pode aprender a cuidar dos seus documentos — com os materiais e a orientação adequados.
Voltar ao inícioSobre a Lapídea
Como e por que chegamos até aqui
A Lapídea foi fundada em Diamantina com uma questão bastante concreta em mente: o que acontece com os papéis de uma família quando ninguém sabe como guardá-los? Certidões dobradas em caixas úmidas, cartas esquecidas em envelopes plásticos, fotografias sobrepostas sem interfoliação — a deterioração não é dramática, é silenciosa. E é, em grande parte, evitável.
A ideia de abrir um espaço de aprendizado surgiu da observação de que existem muitos recursos sobre conservação em ambientes acadêmicos e institucionais, mas quase nada pensado para quem guarda documentos em casa — e que tem mais de quarenta anos e sabe o peso do que pode perder.
Escolhemos Diamantina não por acaso. A cidade tem uma relação viva com o documento histórico: seus arquivos, cartórios e casas antigas guardam registros que atravessam séculos. É um lugar onde o passado ainda tem endereço. Nesse contexto, o trabalho da Lapídea encontra ressonância natural.
Trabalhamos em formato de oficina por uma razão simples: a conservação é um ofício que se aprende fazendo. Não há substituto para segurar um papel fragilizado, identificar o tipo de deterioração que ele apresenta e decidir, com orientação, qual abordagem é adequada. Esse aprendizado de bancada é o que oferecemos — e o que acreditamos que permanece com quem participa.
Equipe
Quem conduz as oficinas
Mariana Fonseca
Conservadora-restauradora
Formada em conservação e restauro de bens culturais, Mariana tem doze anos de experiência com documentos em papel e coordena todas as sessões de bancada da Lapídea.
Rafael Sousa
Pesquisador e facilitador
Historiador com especialização em arquivística, Rafael desenvolve os materiais didáticos dos programas e conduz os encontros mensais do Programa Anual.
Cláudia Lemos
Assistente de conservação
Técnica em conservação de documentos, Cláudia apoia as sessões de bancada e cuida da preparação dos materiais arquivísticos utilizados nas oficinas.
Padrões de trabalho
Como organizamos cada sessão
Avaliação antes do trabalho
Todo documento trazido para uma Sessão de Bancada passa por avaliação inicial antes de qualquer intervenção. O estado do suporte, o tipo de deterioração e a fragilidade do material determinam o que pode — e o que não deve — ser feito naquela sessão.
Materiais arquivísticos
Usamos exclusivamente materiais com padrões arquivísticos comprovados: papéis neutros, envelopes de polipropileno, caixas de papelão alcalino. O participante aprende a identificar esses materiais e a encontrá-los para uso doméstico.
Reversibilidade
Todas as intervenções realizadas nas Sessões de Bancada seguem o princípio da reversibilidade. Não aplicamos nenhum produto ou técnica que não possa ser desfeito por um conservador futuro, caso necessário.
Privacidade dos acervos
Os documentos trazidos pelos participantes são tratados com total discrição. Nenhum material é fotografado, compartilhado ou exibido sem autorização expressa do participante.
Fundamentação técnica
O conteúdo das oficinas é baseado em literatura de conservação preventiva reconhecida. Quando uma técnica não tem respaldo técnico consolidado, não a ensinamos — mesmo que ela seja popular.
Retorno após as sessões
Participantes podem entrar em contato com perguntas surgidas após as oficinas. Respondemos por e-mail ou telefone dentro do prazo de dois dias úteis para dúvidas relacionadas ao conteúdo trabalhado.
Valores e abordagem
O que orienta cada decisão técnica
Conservação de documentos em papel é um campo com décadas de desenvolvimento técnico e pesquisa científica por trás. Na Lapídea, esse conhecimento não fica guardado em manuais profissionais: ele é o ponto de partida para cada oficina, cada conversa, cada intervenção realizada na bancada.
A honestidade técnica é um valor central no nosso trabalho. Isso significa dizer quando um documento está além do que uma sessão de conservação pode fazer — e encaminhar, quando necessário, para instituições com recursos mais abrangentes. Significa também não prometer resultados que dependem de variáveis fora do nosso controle.
O foco no público adulto acima dos 40 anos não é uma escolha de marketing. É o reconhecimento de que esse grupo tem acervos concretos para trabalhar, tem paciência para o ofício manual e tem, muitas vezes, a clareza de que esses documentos não vão durar sozinhos. O ritmo das nossas oficinas respeita isso.
A Lapídea não oferece soluções digitais, não digitaliza acervos e não trabalha com documentos eletrônicos. Nosso campo é o papel — sua composição, sua fragilidade, seus mecanismos de degradação e as formas de estabilizá-los. Fazemos menos, mas fazemos com conhecimento de causa.
Pronto para começar
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A melhor forma de entender o que fazemos é participar. Entre em contato para saber sobre as próximas datas e a disponibilidade de vagas.
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